“Ser ou não ser eis a questão” ¹. Quem acredita nessas pessoas que passam o dia tentando descobrir o porquê de tudo?! Elas nunca fazem uma loucura?! Eu tenho uma conhecida que um dia me disse: “Faço duas vezes antes de pensar”. Ou foi em uma rede de relacionamento onde li?! Bom, não faço a mínima idéia. Realmente, eu não nunca entendi essas frases.
Aliás, o que eu sei é que de nada sei. Nunca fui muito inteligente. Claro que mamãe e papai sempre me colocavam para estudar. “Estudar é polir a pedra preciosa” ², diziam. Lembro-me até hoje sentada à mesa, obrigada a desenhar milhares de barras de chocolate no papel. O pior era ter que dividi-las com “amigos”: “Você tinha uma barra de chocolate inteira, porém seus amigos João e Maria pegaram um quarto dela. Com quantos pedaços você ficou?”. Malditos João e Maria que insistiam em roubar meus doces em todas as lições de matemática, para simplesmente depois jogarem fora no chão da floresta.Tudo porque não sabem voltar para casa. Amigos uma ova. Nunca entendi esses dois.
Depois do estudo, era hora do almoço. Eu e mamãe tínhamos um acordo. Deveria comer de dia todas as verduras e as frutas (de sobremesa), chegando à noite eu poderia escolher o que quisera. Gostava desse acordo, até por que eu me livrava, espertamente, de todas as frutas. Atirando-as pela janela com grades, especialmente da maçã, (odeio maçã). Não imaginava que poderia bater na grade e cair na varanda do vizinho. Para mim, a força que eu imprimia na maçã era tão forte que ela seria arremessada, e nem aquela raspadela na grade afetaria seu rumo. Nunca entendi gravidade com maçã.
Ah! Tenho que dizer que sempre fui “fortinha”. Por isso, mamãe me levava em um consultório todo pintado de bichos, com uma cama alta e branca e vários brinquedos, adorava! Até a hora da balança, essa parte era meio chata, todos olhando fixamente para mim e para o pesinho da balança. Enfim, ficávamos lá uma hora, até que a médica virava e falava: “a beleza interior é a mais importante, não se preocupe”. Preocupar? Com o que?! Nunca entendi médicos.
Contudo, eu cresci. Cheguei à faculdade, fiz amigos e continuei sendo eu mesma. Um ser que não entende de tudo, mas que não tem vergonha de admitir. Aprendi que nos tornamos entendidos quando indagamos. Transformamo-nos em seres sábios quanto mais perguntamos. Foi o que Sócrates disse: “sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância” ³. Magnífico... jogador de futebol.
AMADA, HORA DE ATUALIZAR :)
ResponderEliminarbeijocas, carola!